SCRUM, Product Owner e a Parábola do Taxista

Recentemente encontrei esse artigo, escrito pelo Marvin Ferreira, no site Profissionais de TI. Gostei bastante e então resolvi replicar para os que ainda não conhecem!


SCRUM, Product Owner e a Parábola do Taxista

Vamos começar com uma pequena história, que pode muito bem ter acontecido com qualquer um de nós. Nesta história seu diretor está a caminho do aeroporto para uma viagem onde irá fechar um importante contrato em que a empresa está negociando há um bom tempo para que isso aconteça.

Seu diretor liga para você e diz: “Esqueci os contratos em minha mesa e já estou no aeroporto de Congonhas, você poderia trazê-los para mim? Ficarei aguardando por você no saguão do aeroporto!”. Você está na região da Av. Paulista e precisa chegar o quanto antes no aeroporto. Decide então pegar um táxi e chama o Seu Manuel, taxista conhecido da empresa: “Seu Manuel, daqui para o Aeroporto de Congonhas quanto tempo levaria e qual seria o valor aproximado da corrida?”. Seu Manuel, de acordo com sua experiência, lhe dá uma estimava: “Olha, nesse horário creio que em 30 minutos estejamos por lá e sairá em torno de R$35″. Você acha a estimativa satisfatória e decide ir com seu Manuel até o aeroporto. Ao entrar na 9 de Julho você percebe que o trânsito está completamente parado até mesmo para ir pelo corredor de ônibus. Seu Manuel lhe sugere um atalho que corta sentido a Av. Tiradentes e que economizaria tempo. Como se trata de uma situação urgente você decide ir pelo atalho sugerido.

Algum tempo após ir pelo atalho sugerido começa a chover muito em São Paulo e além de o trânsito ficar complicado há alguns metros é possível ver que uma árvore caiu na pista, impossibilitando a passagem de qualquer veículo. Preocupado, você pergunta novamente a Seu Manuel se há alguma maneira de contornar este caminho e encontrar outra saída. Seu Manuel diz que se voltarem um pouco o caminho feito e tentarem ir por dentro do Centro é possível que não se atrasem tanto. Você aceita novamente a proposta de Seu Manuel, pois vocês realmente tiveram problemas durante todo o percurso.

Finalmente vocês conseguem chegar ao aeroporto, porém, você percebe que o táxi levou 90 minutos para chegar até o destino, e ao invés de custar R$ 35 (como previsto), custou R$ 130. O que você faria? Ficaria irritado? Nunca mais utilizaria os serviços prestados por Seu Manuel? Mas veja, você estava dentro do táxi o tempo todo e percebeu que ele fez o possível para chegar a tempo, e realmente se esforçou lhe oferecendo diversas opções, as quais você aceitou, pois percebeu que realmente eram situações de dificuldade. Você viu que o trânsito estava ruim, que a chuva complicou ainda mais e que um grave acidente no meio do caminho piorou as coisas. Você viu que quando isso aconteceu Seu Manuel tentou pegar outro caminho para fugir do trânsito e, por mais que a estratégia tenha sido boa, não foi suficiente para chegar a tempo. O que você fará? Há uma probabilidade muito grande de você, mesmo chateado, pagar o taxista e entender o lado dele, afinal você viu o quanto ele se esforçou.

Agora, no mesmo cenário, imagine que, ao invés de ir no táxi, você apenas contrata o Seu Manuel para levar os documentos para o aeroporto. Ele lhe deu a mesma estimativa de tempo e custo. No entanto, 90 minutos depois ele lhe liga e diz: “Olha, o trânsito estava muito complicado e só cheguei agora, o custo foi R$ 130 ao invés de R$ 35″. Qual será sua reação agora? O que você pensará?

Provavelmente você pensaria que Seu Manuel estava te enrolando, abusando de sua confiança, pois você não estava presente em cada uma das mesmas situações que iriam ocorrer se você estivesse com ele no táxi.

Uma situação como essa nos mostra a grande diferença entre “estar dentro do táxi” e “estar fora dele”, e esse é um dos grandes diferenciais que o Scrum pode agregar ao seu time tendo o P.O (Product Owner) presente em cada uma das evoluções do projeto, sentindo na pele as dificuldades junto com seu time e decidindo sobre o que deverá ser feito, pois o ele é o dono do projeto e o mais interessado em sua realização.

Devemos não apenas nos colocar no lugar do cliente, mas devemos colocá-los dentro do táxi! Fazer com que ele realmente sinta que estamos comprometidos e que realmente estamos juntos para que haja sucesso em seu projeto.


Postado originalmente em Profissionais de TI, por Marvin Ferreira.




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Olá, eu sou a Gabi e eu criei o "Eu Faço Programas" em 2011, quando ainda trabalhava em desenvolvimento web. Atualmente meu trabalho é focado em estratégia digital e redes sociais. Quer saber mais? www.imgabi.com

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